Nos próximos dias iremos continuar a acompanhar em permanência a evolução do estado do tempo!
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Calor em Outubro bate recordes dos últimos 70 anos
Quase ninguém se lembra de um Outubro tão quente. E os números confirmam: algumas zonas de Portugal estão a enfrentar um calor que não se via pelo menos há 70 anos.
Segundo dados do Instituto de Meteorologia, os dez primeiros dias do mês foram de facto excepcionais. A temperatura média no Continente foi 4,4ºC superior à média para o mesmo período. No Porto, com uma temperatura média de 21,8ºC, o desvio chegou a 6,2ºC.
Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.
Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.
Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.
Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.
A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.
“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.
O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.
Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.
O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.
O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.
Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.
Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.
Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.
Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.
A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.
“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.
O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.
Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.
O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.
O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Alerta amarelo em todo o Continente prolongado até segunda-feira devido ao tempo quente
A continuação do tempo quente e seco levou hoje a Autoridade Nacional de Protecção Civil a prolongar até segunda-feira, em todo o Continente, o alerta especial contra incêndios de nível amarelo, o terceiro mais grave de quatro.
As previsões do Instituto de Meteorologia apontam para a manutenção de temperaturas acima dos 30 graus nas regiões centro e norte do país até segunda-feira, o que potencia a progressão dos fogos florestais, após um período superior a um mês com temperaturas elevadas e sem chuva.
O alerta amarelo havia sido prolongado anteriormente até sábado.
O Ministério da Administração Interna (MAI) já reforçara o dispositivo de combate a incêndios florestais com 360 bombeiros em 14 distritos e quatro helicópteros ligeiros, numa altura em que esse meios deviam estar desmobilizados se as condições climatéricas fossem as habituais nesta época do ano.
Segundo o MAI, o reforço operacional até segunda-feira, é composto por 14 grupos, tendo cada um 26 operacionais, que vão atuar em 14 distritos, aqueles que têm "maior perigosidade florestal" e "um menor número de meios ativos".
O reforço dos 360 bombeiros e dos quatro helicópteros juntam-se aos 5.435 elementos, 16 meios aéreos e 1.225 veículos que compõem o dispositivo da fase "Delta" de combate incêndios florestais, que começou no sábado passado.
Lusa
SECA METEOROLÓGICA EM SETEMBRO DE 2011
De acordo com a monitorização efetuada pelo Observatório de Secas do Instituto de Meteorologia, I.P., a maior parte do território continental, em 30 de setembro, encontrava-se em situação de seca meteorológica, apesar de se ter verificado uma diminuição da respetiva área na região do Sul, terminando mesmo em muitos locais do Alentejo. Assim, a seca meteorológica encontrava-se distribuída da seguinte forma: 1% em chuva moderada, 12% em chuva fraca, 21% em situação normal, 44% em seca fraca, 12% em seca moderada e 10% em seca severa.
Entre abril e julho de 2011 os valores de precipitação registados têm sido baixos, em particular na região norte e centro, o que levou ao aumento progressivo da área do território em seca. No entanto, em agosto o valor de precipitação foi ligeiramente superior ao normal, o que contribuiu para uma diminuição da situação de seca.
Em termos de cenários e tendo em conta a previsão mensal, que tem como base o modelo numérico do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF), na precipitação total prevêem-se valores abaixo do normal para todo o território. Desta forma, o cenário com maior probabilidade de acontecer, é o que prevê quantidades de precipitação correspondentes ao decil 2 (a precipitação a ocorrer corresponde ao valor do 2º decil, o que provocaria aumento da situação de seca, estendendo-se a todo o território e agravando-se a severidade da seca), pelo que será mais provável que aumente a área em situação de seca meteorológica em Portugal Continental.
Entre abril e julho de 2011 os valores de precipitação registados têm sido baixos, em particular na região norte e centro, o que levou ao aumento progressivo da área do território em seca. No entanto, em agosto o valor de precipitação foi ligeiramente superior ao normal, o que contribuiu para uma diminuição da situação de seca.
Em termos de cenários e tendo em conta a previsão mensal, que tem como base o modelo numérico do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF), na precipitação total prevêem-se valores abaixo do normal para todo o território. Desta forma, o cenário com maior probabilidade de acontecer, é o que prevê quantidades de precipitação correspondentes ao decil 2 (a precipitação a ocorrer corresponde ao valor do 2º decil, o que provocaria aumento da situação de seca, estendendo-se a todo o território e agravando-se a severidade da seca), pelo que será mais provável que aumente a área em situação de seca meteorológica em Portugal Continental.
ESTAÇÃO DO COTR SERPA REGISTOU ONTEM QUASE 38ºC
Estação meteorológica para a agricultura (COTR), que se situa nos arredores de Serpa chegou ontem aos 37,7ºC
DGS NÃO ESTÁ PREPARADA PARA CALOR FORA DE ÉPOCA
Direcção Geral de Saúde só emite alertas de calor até 30 de Setembro, daí para a frente pode estar calor que não há alertas para ninguém!
PORTALEGRE BATE RECORDE DE TEMPERATURA MÍNIMA EM OUTUBRO
Portalegre registou esta noite a temperatura mínima mais elevada em Outubro desde que há registo - 24,3ºC
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A CHUVA AO FUNDO DO TÚNEL
Segundo os últimos modelos talvez a chuva regresse dia 21 de Outubro ao sul de Portugal!
Contudo como ainda faltam muitos dias, isto é apenas uma tendência que iremos acompanhar ao longo dos próximos dias.
Na seguinte carta de previsão podemos ver "manchas" azuis, que significam chuva , a afectar o sul do pais no dia 21!
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