Depois de alguma chuva passageira durante esta noite, vamos, a partir da tarde de hoje, ficar novamente sob influencia das altas pressões atmosféricas, que nos continuará a dar dias de céu limpo....
Os primeiro 15 dias do mês que hoje começa serão marcados por céu pouco nublado ou limpo e temperaturas máximas ligeiramente acima da média.
Esta situação deve-se a um anticiclone de bloqueio que impede a precipitação de chegar até nós, no entanto não é de excluir a possibilidade de ocorrência de algum chuvisco durante este período.
Na seguinte imagem que representa a precipitação prevista para amanhã, podemos ver uma mancha azul sobre o Alentejo que representa chuva fraca/chuvisco.
O centro de altas pressões que está a condicionar o estado do tempo em Portugal proporcionando-nos dias de céu limpo, tem tendência a aumentar a sua pressão na próxima semana, podendo mesmo atingir 1035 hPa de pressão.
Devido a este valor elevadíssimo de pressão é cada vez menos provável que chova no Alentejo pois quanto maior é a pressão atmosférica , mais força tem o anticiclone para impedir que a chuva chegue até nós!
Alerta foi deixado pela Organização Meteorológica Mundial, esta terça-feira, em Durban
Os 13 anos mais quentes no planeta foram registados nos últimos 15 anos, desde 1997, alertou esta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM) durante os trabalhos da 17.ª conferência da ONU sobre alterações climáticas em Durban. A OMM divulgou no segundo dia da COP17 as conclusões sobre os dados recolhidos a nível mundial, considerando ser inequívoca a constatação de um aquecimento global do planeta que põe em risco ilhas, zonas costeiras, populações e colheitas, escreve a Lusa.
O relatório indicou que o período 2002-2011 iguala o de 2001-2010 como a década mais quente desde 1850, sendo 2011 é o décimo ano mais quente desde 1850, data em que começaram a ser registadas medições científicas das temperaturas.
A temperatura média da última década (2002-11), «superior em 0,46º centigrados à média a longo prazo», é a mais elevada alguma vez constatada, igualando a década de 2001-2010, de acordo com o relatório da agência da ONU especializada em dados meteorológicos.
«A nossa ciência é sólida e prova inequivocamente que o mundo está a aquecer e que esse aquecimento resulta das actividades humanas», disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, num comunicado que acompanha o relatório anual sobre tendências climáticas e eventos meteorológicos extremos.
«As concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera atingiram novos máximos e estão rapidamente a aproximar-se de níveis consistentes com um aumento de 2 a 2,4 graus centígrados nas temperaturas médias globais», salientou o relatório.
Esta tendência verificou-se, notou a OMM, apesar da presença do fenómeno meteorológico «La Niña» - na sua forma mais poderosa nos últimos 60 anos - que se desenvolveu no Pacífico na segunda metade de 2010 e se manteve activo até Maio deste ano.
O estudo salientou que este fenómeno climático cíclico, que aparece com intervalos entre três e sete anos, provocou condições climáticas extremas, incluindo seca na Africa Oriental, nas ilhas do Pacífico situadas na zona do Equador e no sul dos Estados Unidos, bem como cheias na África Austral, leste da Austrália e sul da Ásia.
Os cientistas afirmaram que embora «La Niña» e «El Niño» não resultem das alterações climáticas, o aumento dos níveis dos oceanos, que são resultado do aquecimento global, pode afectar a frequência e intensidade de ambos os fenómenos.
Para os mais de 15 mil delegados à cimeira de Durban - entre membros de governos, organizações não-governamentais, cientistas e activistas - o planeta reservou uma surpresa.
Uma violenta e inesperada tempestade que se abateu sobre Durban e zonas circundantes, num raio de quase 100 quilómetros, causou seis mortos, dezenas de feridos e a destruição de centenas de habitações na véspera da abertura dos trabalhos.
O Centro de Conferências de Durban (ICC), onde decorre a COP17, registou alguns danos em resultado das rajadas de vento e da chuva, que provocou inundações em algumas zonas da cidade, embora sem a gravidade necessária para pôr em perigo o evento patrocinado pelas Nações Unidas.
A CONCENTRAÇÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA CONTINUA A AUMENTAR
2011-11-25 (IM)
A taxa de crescimento de gases de efeito de estufa na atmosfera acelerou, tendo alcançado um novo máximo em 2010, de acordo com o Boletim de Gases de Efeito Estufa da Organização Meteorológica Mundial. Neste relatório foi dada especial atenção à crescente concentração de óxido nitroso.
Entre 1990 e 2010, houve um aumento de 29% no forçamento radiativo - o efeito do aquecimento do nosso sistema climático – tendo o dióxido de carbono sido responsável por 80% desse aumento.