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domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Ilhas de São Miguel e de Santa Maria em alerta vermelho
O Serviço Regional de Protecção Civil dos Açores determinou o reforço de piquetes nos quartéis de bombeiros das ilhas de S. Miguel e Santa Maria devido à previsão de agravamento nas próximas horas da precipitação no Grupo Oriental do Arquipélago.
Luís Andrade, porta-voz da Protecção Civil açoriana, adiantou que na sequência de um novo aviso do Instituto de Meteorologia (IM) foram transmitidas aos bombeiros de São Miguel e Santa Maria indicações para "subir os respectivos níveis de alerta".
O IM subiu o seu aviso de aguaceiros fortes no Grupo Oriental dos Açores de laranja para vermelho (nível máximo), alargando o tempo de duração do aviso da meia-noite para as 6 horas de domingo.
Chuvas fortes registadas na sexta-feira e madrugada de sábado no arquipélago provocaram inundações na Terceira e São Miguel e obstrução de estradas nesta última ilha e em São Jorge
JN
Poderá estar a nascer uma nova ilha no Atlântico
''Si el proceso continúa llegará un momento en que nacerá una nueva isla'' |
| El técnico del Centro Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) Ramón Ortiz explicó este sábado en Valverde que si el proceso eruptivo continúa su curso, '' llegará un momento en que la lava saldrá del agua y creará una nueva isla''. |
SERGIO GUTIÉRREZ, DiarioElHierro.es, Valverde (15/10/2011. 21:02 horas)
El técnico del Centro Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), Ramón Ortiz, explicó este sábado en Valverde que si el proceso eruptivo continúa su curso llegará un momento en que la lava saldrá del agua y creará una nueva isla”, dijo. Esta es la hipótesis que manejan ahora los científicos tras observar la evolución del fenómeno eruptivo en las últimas 24 horas, aunque tampoco descartan otros escenarios.
En este sentido, Ortiz, explicó que lo que está sucediendo ahora mismo en el mar de La Restinga es que “el magma produce gases, esos gases llegan a la superficie y generan la mancha”, dijo.Según explicó, la primera fase, cuyos efectos se han podido ver hoy, consiste en la expulsión de "burbujas de lava que llevan gas y que una vez que lo pierden se hunden”. En una segunda etapa, según Ortiz, “se podrá ver una bonita columna de color blanco de vapor” que dará paso a la tercera fase en la que se observarán “unas explosiones de color negro conocidas como colas de gallo”. Finalmente, se podrá visualizar “el crecimiento de una pequeña isla de la que fluirá una fuente de lava tipo surtidor”.
Ramón Ortiz aseguro también que el diámetro de la boca del volcán debe ser de aproximadamente un metro de diámetro y que éste ha provocado una deformación en la isla de unos cinco centímetros. Asimismo, afirmó que la erupción será visible cuando se encuentre a unos 60 metros de profundidad.
Para Ramón Ortiz la prolongación en el tiempo de este fenómeno es hecho es difícil de cuantificar; “se lo preguntáis al volcán porque no me la dicho aún”-ironizó.
Con todo, Ortiz aclaró que el proceso eruptivo se podría quedar en la fase en la que está, todo depende de cómo esté el fondo, igual ya no puede acumular más lava , y suban las pompas de lava a la superficie y se hundan”, dijo. “Si esto ocurriera también lo sabríamos y se vería que la erupción no da para más y regresaremos a la vida normal”, dijo.
NO HAY PELIGRO PARA LOS HABITANTES
Según Ramón Ortiz, tras el desalojo de La Restinga, “la peligrosidad para los habitantes es nula, salvo que se metan donde no deben”, advirtió. Sin embargo, el científico descartó que la erupción llegue a La Restinga; “si lo hiciera habrían daños menores, que se rompan cuatro cristales y se llene de ceniza alguna habitación o en algún tejado”, señaló.
Asimismo, Ramón Ortiz descartó, en principio una erupción en tierra, aunque no descarto seísmos grandes (de unos 4 grados de magnitud en la escala de Richter).
Por su parte, el director general de Seguridad y Emergencias, Juan Manuel Santana, anunció que este domingo, día 16, tendrá lugar una nueva reunión del Comité Director del Pevolca, a la que asistirá el presidente del Gobierno, Paulino Rivero, y el director del Plan y consejero de Economía, Hacienda y Seguridad, Javier Ortiz. El encuentro tendrá lugar, a las 13:00 horas, en el Ayuntamiento de El Pinar.
Açores: chuva forte provoca inundações na Terceira Houve derrocadas e estradas de acesso cortadas
A chuva intensa que atingiu esta sexta-feira o grupo central do arquipélago dos Açores provocou inundações na ilha Terceira e o isolamento de algumas fajãs na ilha de São Jorge, disse fonte da Protecção Civil.

«Houve pequenas inundações nas freguesias dos Biscoitos, Agualva e Altares devido à subida dos caudais das ribeiras e dificuldade de trânsito em algumas artérias, mas já se encontram normalizadas», especifica um comunicado daquela força de socorro.
As chuvas provocaram também derrocadas na ilha de São Jorge que cortaram as estradas de acesso às fajãs dos Cubres e Santo Cristo, enquanto a queda de uma ponte cortou o acesso à Fajã dos Vimes e a ponte para a Fajã de São João ameaça ruir.
A Protecção Civil adianta, no comunicado, que as condições normais de circulação deverão estar repostas até ao final do dia.
Na Agualva, no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, gerou-se, segundo o presidente da junta de freguesia, Noé Cota, «algum pânico pela memória das cheias e derrocadas de 15 de Dezembro de 2009» que afectaram gravemente meia centena de habitações e provocaram um morto.
«Desta vez, felizmente, foram apenas algumas pedras que vieram para a rua principal devido a alguns muros que ruíram e foram arrastados pela água», salientou o autarca.
Noé Cota acrescentou que «não há qualquer perigo de vida nem para os bens materiais».
Depois das inundações de 2009 a principal ribeira da freguesia foi sujeita a obras de requalificação que demonstraram «aguentar, pelo menos neste caso, com o volume de água», referiu à Lusa o vereador Paulo Messias.
«Houve pequenas inundações nas freguesias dos Biscoitos, Agualva e Altares devido à subida dos caudais das ribeiras e dificuldade de trânsito em algumas artérias, mas já se encontram normalizadas», especifica um comunicado daquela força de socorro.
As chuvas provocaram também derrocadas na ilha de São Jorge que cortaram as estradas de acesso às fajãs dos Cubres e Santo Cristo, enquanto a queda de uma ponte cortou o acesso à Fajã dos Vimes e a ponte para a Fajã de São João ameaça ruir.
A Protecção Civil adianta, no comunicado, que as condições normais de circulação deverão estar repostas até ao final do dia.
Na Agualva, no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, gerou-se, segundo o presidente da junta de freguesia, Noé Cota, «algum pânico pela memória das cheias e derrocadas de 15 de Dezembro de 2009» que afectaram gravemente meia centena de habitações e provocaram um morto.
«Desta vez, felizmente, foram apenas algumas pedras que vieram para a rua principal devido a alguns muros que ruíram e foram arrastados pela água», salientou o autarca.
Noé Cota acrescentou que «não há qualquer perigo de vida nem para os bens materiais».
Depois das inundações de 2009 a principal ribeira da freguesia foi sujeita a obras de requalificação que demonstraram «aguentar, pelo menos neste caso, com o volume de água», referiu à Lusa o vereador Paulo Messias.
TVI24
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Calor em Outubro bate recordes dos últimos 70 anos
Quase ninguém se lembra de um Outubro tão quente. E os números confirmam: algumas zonas de Portugal estão a enfrentar um calor que não se via pelo menos há 70 anos.
Segundo dados do Instituto de Meteorologia, os dez primeiros dias do mês foram de facto excepcionais. A temperatura média no Continente foi 4,4ºC superior à média para o mesmo período. No Porto, com uma temperatura média de 21,8ºC, o desvio chegou a 6,2ºC.
Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.
Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.
Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.
Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.
A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.
“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.
O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.
Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.
O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.
O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.
Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.
Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.
Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.
Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.
A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.
“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.
O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.
Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.
O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.
O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.
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